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A Prolancer, plataforma de ofertas de vagas freelancers do Brasil, acaba de finalizar a primeira pesquisa brasileira do mercado de serviços freelancers. A amostra tem como objetivo traçar o perfil comportamental e profissional dos talentos digitais. O estudo, realizado no último mês, contou com a participação de mais de 2.6 mil freelancers brasileiros.

O levantamento buscou compreender o cenário no Brasil, estratificando e detalhando o setor nacional. Por exemplo: quando perguntados como melhor descreveriam a sua relação com o sistema freelancer, 33% afirmaram se dedicar em tempo integral à atividade. Entretanto, 13,55% disseram trabalhar meio período em alguma empresa e meio período como freelancer. Em torno de 53% dos profissionais afirmaram trabalhar em relação de dependência, com carteira assinada em tempo integral, e fazer horas extras após o horário comercial como talento digital.

Crescimento recente e produtividade

O mercado freelancer vem crescendo gradativamente. No Brasil, 28% dos profissionais ouvidos passaram a trabalhar como freelancers nos últimos três anos. Aproximadamente 31% afirmaram trabalhar há mais de três anos de maneira autônoma. Em torno de 39% dos profissionais atuam há menos de um ano como freelancer.

A mesma porcentagem de 31% foi encontrada entre brasileiros que se dedicam à atividade há ao menos três anos. A crise econômica enfrentada nos últimos anos por diversos países e a busca por mais liberdade justificam o recente aumento de profissionais no setor.

Para 55% dos freelancers brasileiros, trabalhar como talento digital é muito mais produtivo, quando comparado ao trabalho em relação de dependência. Quando perguntados em quanto tempo encontraram o primeiro projeto por meio de uma plataforma de trabalho 3.0, mais de 50% responderam que levaram dois meses ou menos. Somente 15,76% afirmaram ter demorado mais de seis meses. Sendo que 50% também informaram levar dois meses ou menos para serem contratados pela primeira vez e 25% demoraram de 2 a 4 meses para conquistar seu primeiro projeto.

Áreas de atuação

Sobre as especialidades de cada profissional, a maioria, 35%, se classificou como Designer Gráfico. Já 29% são Programadores Web, 16% são criadores de conteúdo escrito e 5% atuam com Digital Marketing (SEO, SEM e Social Media). No Brasil, 36% dos freelancers são Designers, gráfico e multimídia, seguido pelos Programadores (29%), Criadores de Conteúdo (16%) e Marketing Digital (5%).

Quando perguntados se já realizaram algum projeto para fora do seu país de residência, 95% afirmaram que não. Apenas 5% dos freelancers informaram terem trabalhado para outros países, com Estados Unidos liderando o ranking com 13%, seguido da Argentina, Espanha e Reino Unido com cerca de 4% dos projetos internacionais.

Vantagens e desvantagens

Para 94% dos freelancers brasileiros, a principal vantagem de atuar desta maneira é a possibilidade de administrar o próprio tempo. Em segundo lugar, a possibilidade de fazer o que gosta (78%), seguido pela opção de independência que se adquire ao ser seu próprio chefe (70%). Não ter gastos com transporte aparece em quarto lugar (32%) e, finalmente, conseguir ganhar mais dinheiro com 25%.

Entre as principais desvantagens, o brasileiro menciona, em primeiro lugar, a incerteza sobre a obtenção do próximo projeto (77%), variação dos trabalhos (62%), não possuir assistência médica (58%), falta de continuidade laboral (54%) e não ter férias remuneradas (49%). 65% dos entrevistados estão satisfeitos ou muito satisfeitos com esta modalidade de trabalho.

Fonte: http://www2.uol.com.br