20 princípios que você deve ter quando inicia uma pequena empresa

Os brasileiros são, em termos estatísticos, o segundo povo do G20 que mais investe na criação do próprio negócio. A nível econômico, podemos dizer que isso é bom para o país. Gera riqueza, cria mais emprego e é uma forma muito mais motivadora de trabalhar. É da natureza do brasileiro arriscar mais que o habitual. Já os portugueses não apostam tanto na criação de empresas. São um povo mais tímido e que prefere o salário fixo ao final do mês. Mas com a crise que atravessa o país, as pessoas começaram a ganhar noção que criar uma pequena empresa também pode ser uma alternativa viável.

Mas tanto num país como em outro, tenho visto vários erros quando o assunto é a abertura de um negócio próprio. Uns por desconhecimento, outros por pensarem que é fácil gerir a venda de produtos ou de serviços. Quem tem uma empresa ou é freelancer há muitos anos, sabe os sacrifícios que isso implica. A exigência tem de fazer parte do dia-a-dia. No artigo sobre Jack Dorsey, o fundador do Twitter, contei-lhe algumas das mudanças que ele precisou fazer na sua vida para conseguir chegar ao sucesso como empresário. Tentou ser massagista e pintor, mas nenhuma destas profissões lhe agradou. Isto porque ele pretendia fazer aquilo que amava. Isto porque ele sabia que queria ter sucesso em alguma coisa, só não sabia em quê.

Para que consiga chegar mais próximo daquilo que pretende enquanto empresário, vou dar alguns princípios que deve seguir para conseguir criar (e manter) uma pequena empresa. Mas se você é um fanático por negócios, aconselho que faça uma leitura em alguns dos nossos artigos antes de ler as dicas que temos reservadas para si:

criar negocio

1. PLANEJE ANTES DE COMEÇAR

Quando se é empresário e o hábito de criar novos negócios já está adquirido, torna-se mais fácil de começar algo novo. O processo acaba por ser mais ou menos o mesmo. Mas quem começa alguma coisa do zero precisa planejar bastante todos os passos. Como se vai conhecer o seu trabalho, como se irá relacionar no mercado ou como vai fazer a distribuição do seu produto são pontos cruciais , mas que devem ser bem pensados no início. O ideal será sempre criar um plano de negócios, para que tenha todos os passos bem documentados e esquematizados.

Além de entrar de um modo mais “forte” no mercado, evita aqueles erros iniciais que os principiantes cometem. Como diz Bernardinho, técnico de voleibol e palestrante: “Meta é onde queremos chegar. Planejamento é como vamos chegar”. Você pode ter uma ideia de negócio inovadora e saber que pretende chegar longe com ela. Mas mais importante do que isso, é saber o modo como vai fazer para atingir esse objetivo. E esta é uma característica que distingue aquelas pessoas sonhadoras e que dificilmente concluem uma meta, daquelas que sabem que querem chegar longe mas que cumprem todos os passos para chegar a esse sonho.

2. PROCURE POR PARCEIROS

Há alguns anos era bem mais fácil abrir uma empresa. A concorrência era menor, as formas de divulgação eram escassas (resumiam-se a jornais e rádios) e a competição era geralmente dentro da própria cidade ou país. Hoje em dia o mundo é global. Quem compra um acessório na esquina do lado, poderia facilmente tê-lo comprado na internet. Por isso, torna-se bem mais difícil conseguir atingir o sucesso hoje em dia. Concorremos contra quem conhecemos e contra quem não fazemos a mínima ideia que existe.

Por isso, a importância de ter parceiros de trabalho torna-se tão determinante. Saber usar o “win-win” é determinante para que o trabalho que é desenvolvido por nós passe a ser mais conhecido. Para que perceba melhor, podemos fazer uma analogia com os guest-posts. Para conseguir que a Escola Freelancer começa-se a ser mais conhecida, escrevi alguns artigos como convidado em outros blogs. Eu ganhei porque consegui que o meu trabalho fosse divulgado de modo praticamente gratuito, enquanto os autores dos outros blogs tiveram textos para os seus sites. É certo que perdi muitas horas a escreve-los, mas no final esse esforço acaba por valer a pena.

Se você é fotógrafo, dono de uma loja de roupa ou gerente de uma academia, tente encontrar pessoas que o possam ajudar. Quando mais se conseguir unir a outros empresários, mais forte você ficará. A ideia de que podemos vencer sozinhos no mundo está completamente ultrapassada. Com a internet, todos dependemos uns dos outros, e com certeza a sua empresa também depende do que as outras possam fazer por si. Mas tenha cuidado com uma coisa: não vá mendigar a pedir por auxílio. Se quer ser ajudado, ofereça algo em troca e de qualidade.

3. INVISTA EM PUBLICIDADE

Pode parecer meio cliché este ponto, mas a verdade é que muitos empresários continuam a teimar em não investir em publicidade para divulgarem os seus produtos. ”Fazer negócios sem publicidade é como piscar o olho para uma mulher no escuro: Você sabe o que está fazendo, mas mais ninguém sabe”. Esta frase resume bem aquilo que é tentar vender alguma coisa sem ter a preocupação se as pessoas estão prestando atenção naquilo que você está fazendo.

Quando escrevi o artigo sobre o aumento do Klout Score, referi que fiz uma campanha paga no Facebook, o que me permitiu aumentar rapidamente o número de pessoas na páginas do blog. Esta foi uma das formas que encontrei para conseguir dar maior visibilidade aos meus artigos. Agora, em vez de escrever para audiência de duas mil pessoas no Facebook, escrevo para uma de quatro mil. Por isso, esse investimento torna-se facilmente recuperável. Senão vejamos:

  • Mais pessoas é igual a mais visitas
  • Mais fãs é igual a um maior número de partilhas
  • Maior número de partilhas significa mais fãs provenientes dessas pessoas

Como pode ver, não posso apenas pensar no número de pessoas que ganhei com o dinheiro que investi. Tenho de ter também uma visão a longo prazo, na qual sei que ganhar um fã não representa apenas isso, mas sim a oportunidade de conseguir mais visitas apartir daquele simples fã. Funciona mais ou menos como o efeito de bola de neve. O problema é que muitos empresários pensam de um modo racional. Fazem apenas cálculos ao dinheiro que gastaram e ao retorno que tiveram. Mas publicidade é muto mais do que isso. É que esse cliente novo que ganhou, vai falar com o amigo que posteriormente vai falar com outro amigo, e por aí adiante.

4. ESCOLHA PARA QUEM VOCÊ VAI VENDER

Aqui no blog, poderia falar sobre um número invariável de temas. Afinal de contas, sou livre para escrever aquilo que bem entender. No entanto, sei que para ter sucesso tenho que agradar a uma determinada fatia de público. Eu quero que os meus leitores tenham como objetivo melhorar o seu trabalho de freelancer ou criar a sua própria startup. Fugir deste amplo de assuntos seria tentar agradar todos e não satisfazer ninguém em específico.

Quando quiser criar a sua própria empresa, decida bem que género de pessoas vão ser os seus clientes. Se quiser vender para pessoas completamente diferentes, o melhor é mesmo abrir um supermercado. A maioria dos negócios necessita de se restringir a nichos. Mais tarde poderá ser alargado, mas o mais importante é você começar a agradar a uma pequena percentagem da população.

5. DEDIQUE 10% DO DIA PARA PENSAR SOBRE O SEU NEGÓCIO

Existe um restaurante perto de minha casa, onde vou comer desde novo. Há alguns anos, tinha bastante sucesso. Mas nos últimos tempos, tem perdido clientes por culpa da abertura de outros espaços na região. Há uns dias, quando o dono estava conversando comigo e se lamentando pela perca da clientela, fiz uma pequena pergunta: “O que você tem mudado nos últimos aqui no restaurante?”. Ele ficou perplexo. Tudo continua igual há uma década! As mesas são os mesmas, os pratos pouco se alteraram e até a pintura se mantém igual.

O que aconteceu com este pequeno empresário, acontece com a maioria das pessoas que têm uma empresa. Ficam satisfeitas com o que têm e deixam o stress do dia-a-dia ocupar o seu cérebro. Com isso, refletir sobre o que devem fazer para evoluir é uma tarefa que acaba ficando para trás. O mais certo é abrirem novas empresas e que ofereçam serviços inovadores. Os clientes gostam de coisas novas. A Apple não se contenta em ter tudo igual durante mais de um ano. O Google está sempre inventando novas funcionalidades.

Se eles que são líderes de mercado estão procurando se reinventar, porque você, como pequeno empresário, não deve fazer o mesmo? O meu conselho é que dedique 10% do seu dia para pensar o que pode fazer para melhorar a experiência do seu clientes. Não digo para aplicar todas as ideias, mas deixe-as apontada num papel ou no Evernote. Com o passar do tempo, vá fazendo uma análise mais profunda e tente por em prática aquelas que realmente são possíveis de realizar.

6. O QUE FAZ VOCÊ SER DIFERENTE?

Com o aumento da crise em Portugal, muitos colegas meus têm me vindo perguntar o que acho das ideias de negócio deles. A única pergunta que faço é mesmo esta: “O que vais fazer de diferente no mercado?”. Normalmente, a resposta é um contundente “não sei”. Poucas pessoas têm a noção do que é necessário para se vingar no mercado. Apenas porque o vizinho do lado está fazendo, elas também querem fazer. Fazer esta questão ajuda-o a dissipar muitas dúvidas.

Se pensar bem e se colocar no papel de cliente, o que o levaria a trocar de marca de carro por exemplo, para outra qualquer, se esta última não lhe oferece nada de novo? O mesmo você deve pensar no seu negócio. Olhe para os seus concorrentes e veja o que eles fazem. Se eles têm um produto bom, o seu necessariamente terá de ser muito melhor. Ou pelo menos conter características que o diferenciem. Pode ser o preço, a embalagem ou até mesmo a qualidade. O importante é tentar não fazer exatamente igual a quem já o faz há mais tempo.

relacionamentos

7. GASTE 10% DO SEU TEMPO PARA GERAR NOVOS CONTATOS

Todo o negócio precisa de gerar dinheiro. Caso não o faça, jamais será um negócio, mas sim um hobbie. Mas para você conseguir gerar rendimentos, necessita de ter clientes. Uma das coisas que me faz confusão é que muitos empresários ou mesmo freelancers estão constantemente ocupados com o cliente que têm hoje, mas esquecem-se que vão precisar de outro amanhã. Esta visão a curto prazo acaba por ser prejudicial ao fim de alguns anos. Todos os dias escrevo artigos para o blog, mas tento sempre fazer um pouco mais do que isso: interajo no Twitter, faço partilhas no Facebook ou escrevo guest-posts.

Enquanto empresário, tente não se limitar apenas à produção. Tenha consciência que representa apenas uma percentagem do trabalho. É certo que o conteúdo e o produto serão sempre reis. Contra isso não há estratégia de marketing que compense. Mas a verdade é que os seus concorrentes também têm produtos de qualidade. Por isso, você necessita de fazer um pouco mais para não ficar para trás nesta batalha. Como pode fzê-lo? Ficam aqui alguns conselhos:

  • Pague artigos em vários sites
  • Coloque banners de publicidade, quer seja em jornais ou blogs
  • Faça campanhas pagas no Facebook
  • Atualize a sua página de fãs
  • Escreva num blog
  • Interaja no Twitter
  • Coloque publicidade nas rádios
  • Faça campanhas no Google Adwords

Enfim, existem inúmeras formas de você divulgar o seu trabalho. Dependendo de cada área, depois terá que encontrar os meios mais eficazes de divulgar o produto ou serviço. Se é dono de uma loja de roupa e não tem uma e-commerce, talvez o jornal seja mais eficaz do que a internet, por exemplo.

8. FAÇA UM BOM GERENCIAMENTO FINANCEIRO

Quando uma pequena empresa começa no mercado, raramente é construída com uma pessoa para cada secção. Regra geral, o dono fica responsável por quase todos os papéis. Mas existe um que a maioria das pessoas tem mais dificuldades: o de gestor financeiro. Saber onde gastar e onde poupar não é tarefa fácil. Muitas vezes nem sabemos como estão as nossas contas pessoais, quando mais a de uma empresa. O meu conselho é que tenha bastante cuidado com esta vertente. Já vi empresas com produtos de qualidade, afundarem-se apenas porque não sabem gerir bem o dinheiro que entra e sai. Tenha em consideração alguns destes pontos:

  • Separe o dinheiro da empresa do seu pessoal
  • Tenha um salário fixo para receber por mês
  • Não deixe acumular dividas a fornecedores. Pague mal tenha oportunidade
  • Saiba quanto gasta com as despesas fixas (água, luz ou aluguer)
  • Tenha algum dinheiro de parte para um mês com menos clientes
  • Faça os descontos para o Estado de um modo correto e dentro do prazo
  • Saiba quando vai investir por mês em publicidade

De forma bastante resumida, estão aqui alguns pontos que você deve ter em atenção para a sua empresa. Se quiser saber um pouco mais sobre como gerir o seu dinheiro, aconselho que leia o nosso artigo sobre como gerir as suas finanças pessoais.

9. MANTENHA UMA MOTIVAÇÃO CONSTANTE

No outro dia vi um video onde falava um dos maiores empresários brasileiros. Ele deu vários conselhos a pessoas que quisessem criar o próprio negócio, mas houve um que me marcou. “Um empreendedor tem de saber manter-se motivado nos períodos mais difíceis e saber gerir o ego nas fases de maior sucesso. É importante perceber que a árvore não cresce sempre até ao céu”. Sinceramente não me lembro o nome da pessoa que o disse, mas esta foi a frase que mais me marcou.

Pode parecer algo bastante simples, mas só quem já iniciou uma startup entende esta dificuldade. Quando tudo está bem torna-se fácil deixar-nos ir atrás do sucesso e quando as coisas não acontecem como prevíamos, a opção mais simples é sempre desistir. Para quem quiser ser uma pessoa de sucesso, esta flutuação de humor não pode existir. Compreendo que existam épocas em que nos sentimos mais motivados. No entanto, o mais importante é mesmo o objetivo em mente que devemos ter e as metas que traçamos para o nosso negócio. Perceber que todos estamos sujeitos que períodos menos bons aconteçam é o primeiro passo para não nos deixarmos ir abaixo quando ele aparecer.

10. TENTE CUMPRIR OS OBJETIVOS

Quando alguém abre uma empresa, necessita de ter plena consciência de onde quer chegar. A diferença entre este ponto e o ponto 2, é que o anterior explica que você não deve ter só objetivos, mas sim uma forma de conseguir chegar até eles, e este motiva-os a cumprir. Isto porque definir metas e escrever como se chega a elas, é algo simples. Mas quando passamos à prática, existem alguns problemas. Algumas pessoas adoram planear, mas cumprir o que está planeado já causa algumas dificuldades. Para perceber um pouco melhor o que estou a dizer, aconselho a leitura do artigo “Quebre as barreiras para o sucesso“. Nele, o meu colega Miguel Lucas fala de algumas técnicas que lhe podem ser úteis transferir os seus objetivos a vertente teórica para a vertente prática.

11. DÊ UM PASSO DE CADA VEZ (MAS NÃO PARE)

Em todos os artigos da Escola Freelancer, sempre defendi que devemos procurar a evolução. Contudo, também acredito que essa evolução deve ser procurada com passos certeiros. Quando somos jovens, temos tendência para acreditar que tudo vai dar certo. O otimismo é uma boa característica, mas que deve ser tratada com cuidado. Enquanto dono de uma pequena empresa, pense bem antes de dar cada passo. Mais vale esperar um pouco mais e dar um tiro certeiro, do que andar constantemente a falhar e a voltar atrás na sua palavra.

Mais uma vez, coloque-se no papel do cliente. Imagine que tem uma empresa que lhe promete mundos e fundos, mas que constantemente acaba por voltar atrás naquilo que lhe garantiu. Será que da próxima vez, você irá confiar na palavra deles? Ou o mais certo será trocar de produto à primeira oportunidade?

12. EXPONHA-SE

Todas as empresas têm uma cara. Geralmente, é o seu fundador que fica com esta responsabilidade. Se pensarmos na Microsoft, o nome que nos vem à cabeça é Bill Gates. No Facebook, é Mark Zuckerberg. Isso acaba por ser positivo para o cliente e para a experiência de compra. Ele sabe que por detrás daquilo que eles está a adquirir, existe uma pessoa, um ser humano. E se alguma coisa acontecer de mal, o cliente sabe quem deve culpar.

No entanto, ainda existem muitos empresários que gostam de se esconder por detrás de um logotipo. Nada contra isso, até porque cada um tem direito a proteger a sua vida pessoal ao máximo. Mas se você tiver um negócio na internet, é importante que as pessoas saibam que está a escrever o texto ou a vender o produto. Muitas pessoas já me adicionaram no Facebook por causa do site e eu considero isso positivo, pois cria uma relação mais próxima com os meus leitores.

criatividade

13. TRABALHE COM OS MELHORES PROFISSIONAIS

Melhorar os conhecimentos constantemente deve fazer parte de um dos princípios de qualquer empresário. Para isso, ele necessita de estar constantemente em contato com os melhores profissionais da sua área. Isso permite que aumente o seu conhecimento mais rapidamente e que fique por dentro das últimas novidades. Fechar-se na sua bolha só irá atrasar o seu progresso. Grandes empresários trocam emails entre si, fazem perguntas sobre o mercado e pedem a opinião sobre novos produtos.

Suponha que vai lançar um ebook para fotógrafos freelancers. Se você enviar o livro para alguns dos melhores profissionais do país nesta área, com certeza terá um feedback importante do que falta fazer e do que pode ser melhorado. É preferível serem eles a criticarem-no do que depois ser o público a dar uma resposta negativa ao seu produto.

14. ESTEJA PRESENTE

Por mais evoluídas que sejam as tecnologias, uma empresa irá sempre necessitar da presença humana. Um mau hábito que um empresário pode desenvolver é o de achar que o seu negócio irá evoluir com o passar do tempo, sem que ele esteja presente. Por isso, trabalham apenas aquelas horas necessárias e esquecem o resto. Se você for dono de um site, por exemplo, é determinante que esteja constantemente on-line, para fazer um tweet ou responder a um email mais urgente. É óbvio que terá sempre de ter aquele tempo para si, em que dá algum espaço à sua vida pessoal. Mas é importante encontrar o equilíbrio entre o trabalho que é necessário investir na sua empresa para ela evoluir e o que você pode reservar para si.

15. SEJA DISCIPLINADO

Só tem a sensação real da disciplina que é necessária quem inicia um negócio próprio. Toda esta gestão de tempo, clientes ou orçamentos, obriga a uma força de vontade enorme. Ao início ela até existe, o mais complicado torna-se mesmo quando o trabalho começa a acumular e os prazos ficam mais curtos. Enquanto empresário, é necessário que você tenha uma boa dose de disciplina pessoal. É importante saber dizer “não” quando tem que ser e saber ceder apenas quando estritamente necessário.

Se está a pensar abrir uma empresa e tem dúvidas se tem disciplina pessoal suficiente para isso, aconselho que faça um pequeno testo que eu fiz há algum tempo. Durante três meses, tente trabalhar ao sábado e domingo num projeto pessoal, enquanto que durante a semana faz as suas atividades normais. Defina uma hora para levantar, quantidade de trabalho para fazer e outras coisas. Desta forma, poderá ter mais ou menos a realidade do que é gerir um negócio próprio, sem ceder a outro género de tentações.

16. TENHA UMA MENTE ABERTA

Um dos aspetos que achei mais interessantes quando tive a pesquisar sobre Bill Gates, foi o fato de ele levar sempre livros de diferentes assuntos para ler durante as férias. Ciências, história ou biologia. Este norte-americano gosta de aprender de tudo um pouco enquanto aproveita para se bronzear na praia. Quando soube deste hábito, tive real consciência que as pessoas de sucesso não se concentram em apenas uma área. Gostam de aprender coisas novas no seu dia-a-dia.

O tenista Rafael Nadal gosta de jogar golfe. Steve Jobs adorava passar horas a meditar. Todos estas hábitos exteriores à vida “normal”, ajudam a que estas pessoas consigam abrir um pouco a sua mente para coisas novas. Desta forma, mantêm-se humildes e continua a acumular conhecimentos. Enquanto empreendedor, aconselho que também tente fazer coisas novas, fora do seu negócio. Aprenda uma língua, um esporte ou outra coisa qualquer.

17. SEJA DE CONFIANÇA

A “má fama” é algo que se ganha muito rápido mas que demora muito a desaparecer. Basta um pequeno erro com um cliente para essa pessoa espalhar para os outros empresários que você não cumpre com as obrigações ou que é mentiroso. Por isso, tenha muito cuidado com a forma como gere as suas relações. Tente evitar conflitos ou mal entendidos com outras pessoas. Isso apenas provoca maior desgaste e impede que se foque no essencial: no trabalho.

18. SEJA PERSISTENTE

Você já teve um jantar com um homem de negócios? Se já teve teve essa oportunidade, com certeza reparou como eles são teimosos, como gostam de levar a opinião deles para a frente. Essa atitude acontece porque eles necessitam de ser assim no dia-a-dia. Precisam de levar a ideia deles para a frente, de expor com eficácia os seus pontos de vestido. Se você pretende abrir uma pequena empresa, também necessita de ser mais teimoso que os seus concorrentes, de acreditar naquilo que está fazendo. Se você não tiver certezas naquilo que está fazendo e se principalmente não transmitir isso, os seus clientes não vão acreditar no seu produto. Antes de eles quererem comprar algo que seja seu, você necessita de transmitir a mensagem que aquilo é realmente algo que vale a pena.

19. APRENDA A MOTIVAR AS PESSOAS

Desde o início, você irá sentir necessidade de motivar as pessoas à sua volta. Sejam clientes, fornecedores ou simples leitores. Eles precisaram de sentir que você está no caminho certo e que esse é o destino correto. Não basta ter apenas um bom produto, é preciso fazer com que outras pessoas progridam juntamente consigo. Nenhum empresa vive apenas só com uma pessoa. Com o passar do tempo, será necessário contratar colaboradores. Por isso, desde cedo tenha o hábito de saber um pouco mais sobre motivação. Pesquise sobre livros ou leia sites.

20. COERÊNCIA ACIMA DE TUDO

A credibilidade também é algo muito importante no mundo dos negócios. Se você vende aquele produto como o melhor do mercado, ele necessita de ser obrigatoriamente o melhor do mercado! Esse erro é muito comuns nos jornais. Quantas vezes você já não comprou um jornal na banca porque queria muito ler sobre uma notícia e quando chegou à página, viu que o título era enganador? Isso só leva a que da próxima vez não o compre, pois sentiu-se completamente enganado. Se disser que você vai mudar o mundo, mude-o realmente!

Todos estes princípios são válidos para quem quiser abrir uma pequena empresa. Se não os cumprir, certamente o seu negócio não vai passar apenas de uma intenção que não teve seguimento. O problema é que muitos empresários não têm a mínimo noção do que é necessário para se ter sucesso no mundo dos negócios. O computador em que você está lendo este texto, não é apenas um pedaço de metal com um visor. É um misto de atitude, conhecimento e perseverança.

E você, com que princípios gere a sua empresa? Tem seguido todos estes passos ou deixou alguns de parte?

Abraço e bons negócios

Luciano Larrossa
Escola Freelancer


Pulso Startup - O Prolancer está precisando da sua ajuda!

Amigos freelancers, o Prolancer foi selecionado em uma importante competição de Startups da América Latina chamada Pulso Startup.

E agora está rolando uma acirrada votação para saber qual é o melhor site dos 20 pré-selecionados. Por isso pedimos sua ajuda, vote na enquete que está na home do site www.pulsosocial.com, na parte de baixo.
 
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Obrigado!

— 
Equipe Prolancer

10 passos para o ajudar a criar um negócio próprio

Ter uma ideia de negócio inovadora é, com certeza, um dos primeiros passos para você conseguir abrir uma empresa ou começar o seu trabalho de freelancer. Esse momento de inspiração pode ser transformador, mas está longe de ser o suficiente para gerir um negócio. Depois de ideia é necessário um grande número de passos, que acabam por tornar o início de um negócio algo muito mais complexo do que a maioria das pessoas imagina. Fazer uma análise SWOT, verificar os concorrentes ou ver a receptividade do mercado são apenas alguns dos cuidados entre muitos outros.

Mas o que faz tantas pessoas, principalmente no mundo on-line, falharem quando tentam criar o seu próprio negócio? A meu ver, o fato de não existir qualquer investimento na criação de um blogue, por exemplo, faz com que as pessoas desistam desse seu objetivo à mínima dificuldade. Tal como explicou o Paulo Faustino no artigo sobre Quanto tempo demora um blog a tornar-se rentável, 65% dos blogueiros desistem dos seus projetos ao fim de três meses, o que representa bem a alta taxa de desistência num curto espaço de tempo.

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1. O EMPREENDEDOR

O fato de muitas pessoas desistirem ao início da criação de um próprio negócio, faz com que se chegue a uma conclusão bastantes simples: nem todas as pessoas têm perfil para se tornarem empresários. Podem ter bastante vontade de terem mais rendimentos ou de controlarem o seu próprio horário, mas esse querer pode não ser suficiente. É preciso ter vontade de vencer e saber dizer não a muitas coisas no seu dia-a-dia, tal como explica o Miguel Gonçalves. Portanto, a disciplina pessoal deve ser o primeiro fator que deve analisar quando pensa em abrir a sua empresa. Fica aqui um conjunto de questões que deve tentar responder antes de arriscar abrir a sua própria empresa:

  • Consegue deitar-se e levantar a horas “normais” mesmo que alguém não o obrigue a isso?
  • É capaz de gerir o seu tempo de modo eficaz?
  • É produtivo?
  • Tem capacidade para estar sempre a aprender e a adaptar-se ao mercado?
  • É capaz e liderar pelo exemplo ou nos momentos difíceis é o primeiro a perder a motivação?
  • Exige o máximo de si todos os dias ou é inconstante?
  • Tem por norma, investir na qualidade do seu trabalho ou é daqueles que não gosta de gastar dinheiro no seu negócio?

Como pode ver pelas perguntas acima, um empresário não é uma pessoa qualquer, mas sim alguém com características um pouco diferente da maioria das pessoas. Não é por acaso que há mais empregados do que patrões. Quem der uma olhada pela biografia do Steve Jobs (aconselho vivamente), verá que a vontade de aprender, o fator risco e o espírito combativo sempre estiveram presentas na vida deste génio.

A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO

Como referi anteriormente, um empresário necessita de ter várias características, mas existe uma que deve estar sempre presente: a motivação. Por mais talentoso que seja o investidor, sem este fator as probabilidades de ser uma pessoa de sucesso ficam claramente diminuídas. Por vezes, empresários menos talentosos conseguem triunfar apenas devido à sua vontade de vencer e ao acreditar na sua ideia. A primeira motivação que deve estar presente é a vontade de mudança face à sua situação atual. Muitas pessoas reclamam que querem mudar, que não estão satisfeitas no emprego ou que não fazem aquilo que amam. Mas a verdade é que quando chega o momento de provarem o contrário, pondo a sua ideia em prática, acabam por falhar por falta de atitude. Falar por falar é fácil, o problema é quando não existe motivação para passar das palavras aos atos.

Por todos estes motivos, antes de pensar sequer em por a sua ideia de negócio em prática, é importante fazer uma avaliação pessoal e tentar perceber se está preparado para este passo.

2. DESENVOLVER A IDEIA

Quando se pensa em abrir uma empresa ou startup é porque, à partida, já existe uma ideia de negócio. Mas isso nem sempre acontece. Por vezes, existe apenas a vontade mas a certeza concreta do que se quer não surge. Vejamos que opções podem acontecer:

  • Ausência completa de ideia: Sabe que quer mudar mas não sabe o que faz. Nestes casos, analise bem a sua situação, pois mudar por mudar pode muitas vezes ser prejudicial. Lembre-se do que referi acima: a motivação é essencial. E sem ideia, dificilmente a motivação acaba por surgir
  • Trabalhar com ideias alheias: Se não tem ideias, tente olhar em volta e pensar em algo que se possa adequar à sua área. Por exemplo, um artigo de um jornal pode dar uma excelente ideia para o início da criação de um blog por exemplo. O franchising também pode ser outra ideia para quem quer começar algo seu
  • Transformar a profissão em empresa: Você está satisfeito com que está fazendo mas quer algo criar seu? Considere começar o próprio negócio mas continuando o que está fazendo.

Contudo, existem situações em que você pensa em começar o negócio e já tem uma ideia na cabeça. E esse é a melhor situação de todas. Fica com uma visão mais clara daquilo que pretende, facilitando o desenvolvimento do projeto.

EXISTE OU NÃO NO MERCADO?

Esta é a única pergunta que deve fazer à sua ideia. Se ela já existe, tente destacá-las de outras empresas que já estejam no mercado. Acrescente valor ou dê-lhe um pormenor diferente. Fazer mais do mesmo aumenta as suas probabilidades de fracassar. Afinal de contas, as outras startups já estão no mercado há mais tempo e essa vantagem é enorme.

Se o produto ou serviço que quer criar já existe no mercado, necessita de tentar perceber porquê ainda não existe. Será útil? Resolve algum problema? Normalmente, as ideias de maior sucesso são aquelas que resolvem um problema pessoal do empresário. A Técnica de Pomodoro, resolveu uma dificuldade do seu criador. O Twitter resultou de um problema interno que a empresa tinha. Adaptar a uma dificuldade sua ajuda-o a perceber melhor as futuras necessidades dos clientes. Agora, é verificar se essa sua dificuldade pode ser comercializada ou não.

3. É RENTÁVEL?

“Uma empresa que não seja rentável, não é uma empresa. É um hobbie”. Esta frase representa bem o pensamento que deve ter quando cria um negócio. Por mais útil que ele possa ser à sociedade, é necessário tentar perceber até que ponto você pode ganhar dinheiro com isso. O Twitter, por exemplo, ainda não se pode considerar um negócio lucrativo, visto que o seu dinheiro provêm maioritariamente de investidores. No entanto, existe a possibilidade de ele vir a trazer o retorno investido pelos empresários. É importante encontrar este equilibrio. Se não rende agora, pode vir a ser lucrativo no futuro? Ou será que não existe a mínima possibilidade de isso acontecer?

Outro dos pontos que deve ter em atenção é se esse seu produto pode ter interesses secundários. O melhor exemplo disso são os jornais. Grande parte das publicações não é lucrativa, mas ajuda a que sejam atingidos outros objetivos, quer seja sociais, pessoais ou políticos. Por isso, existem empresários dispostos a perder fortunas mensalmente, mas que acabam por ter os benefícios em outras áreas.

4. COMO CONSEGUIR FINANCIAMENTO?

Existem ideias que podem arrancar com um orçamento mais curto, como os blogs. Contudo, existem projetos que exigem um esforço financeiro maior, quer seja pelos custos do produto ou de colaboradores. Para colmatar essa dificuldades inicial, existem algumas possibilidades:

  • Financiamento bancário: Não é muito positivo começar uma empresa sabendo que todos os meses tem que pagar ao banco. O negócio pode ter algumas dificuldades em conseguir clientes e com isso colocá-lo numa situação complicada. Se tiver que pedir dinheiro emprestado, tente fazê-lo com alguma antecipação, de modo a poder negociar mais facilmente com a instituição
  • Capital de risco: Esta opção tem como objetivo fugir à opção bancária. O capital de risco tem como meta principal a participação temporária ou minoritária no capital da empresa, de modo a apoiar o investimento inicial.
  • Businesse Angels: São grupos constituídos, maioritariamente, por antigos empresários, que querem investir algum dinheiro na empresa porque acreditam no projeto. Mais tarde, acabam por se retirar da empresa conseguindo ganhando dinheiro com a sua valorização
  • Ajuda do Estado: Tanto em Portugal como no Brasil, existem iniciativas do Estado para ajudar financeiramente as pequenas empresas. O único ponto negativo é que o projeto irá, sempre, concorrer com um grande número de candidatos, dificultando a sua aceitação

5. PRIMEIROS PASSOS

Depois de saber quanto irá gastar ou se está preparado para o negócio, é importante definir bem quais vão ser os seus primeiros passos. Como vai conseguir clientes ou como irá sobreviver caso não consiga o volume inicial de negócio que pretendia, são questões que devem estar na sua cabeça meses antes de abrir as portas para receber os interessados. Esta atitude não lhe dá garantias de que tudo vá acontecer do modo como espera, mas ajuda-o a diminuir a probabilidade de ser surpreendido. Ficam aqui alguns pontos para analisar com cuidado:

  • Gestão de colaboradores. Quantos vai precisar ou se alguns podem ser contratados em regime de freelancing
  • Em que instalações vai trabalhar
  • Se será capaz de realizar todas as tarefas (tesouraria, marketing, etc) ou se precisará da ajuda de terceiros
  • Pode começar em casa ou necessita mesmo de um escritório
  • Daqui a quanto tempo quer lançar um produto novo
  • Quais são os parceiros que o podem ajudar a alavancar o negócio
  • Dentro de quantos meses ou anos pretende ter todas as despesas pagas e começar a gerar maior lucro
  • O que mudou desde o início do projeto até esta fase

criar próprio negócio

6. FUNÇÃO SOCIAL

Não é obrigatório que um negócio tenha uma função social, mas as grandes empresas têm sempre essa preocupação. Isto porque um negócio não deve, por norma, ter apenas o objetivo de gerar dinheiro, mas também de ajudar o meio que o envolve. Esta é uma forma de você agradecer ao mundo que o rodeia o fato de estar a ter sucesso. Além disso, pode também funcionar como uma forma interessante de fazer publicidade e passar uma imagem positiva aos seus clientes. Descubra o valor social que a sua empresa pode ter e tire proveito disso.

7. DEFINA O SEU PREÇO

Definir o preço de um modo correto para o seu produto ou serviço é uma das formas de você diminuir as suas chances de fracassar. É claro que nos podemos basear na concorrência, mas isso dificilmente nos trará uma imagem clara daquilo que o nosso trabalho deve valer. O que aconselho a fazer é que utilize o Mark Up. Esta técnica não é mais do que saber o seu faturamento médio mensal, juntar todas as suas despesas possíveis e calcular consoante o seu preço de hora. Imaginemos que lhe mandam construir um site:

Primeiro, necessita de ter uma ideia do faturamento mensal do seu negócio de freelancer.

Suponhamos que esse valor é de 4 mil reais e que cobra 10 reais por hora limpos (ou seja, o que acumula para si, fora despesas)

Suponhamos que você iria demorar um mês inteiro a fazê-lo e as suas despesas todas representam 2400 reais, o que daria em percentagem cerca de 60% do seu faturamento mensal. Então faríamos:

100/ (100 – 60)= 100/40= 2,5

Preço de hora real = 10 x 2,5 = 25 reais à hora

Ou seja, 25 reais é o preço cobrado à hora pelo seu serviço ao cliente, de modo a que consiga cobrir todas as despesas e conseguir ficar com um valor residual para si. Naquele caso, o salário do freelancer seria de 1600 reais mensais enquanto 2400 ficavam reservado para despesas de negócio, comunicação e deslocações. O leitor poderá me perguntar: Não seria muito mais fácil cobrar um preço à hora e ter apenas uma pequeno noção das despesas? Poderia fazê-lo, mas essa não seria uma maneira eficiente de manter os seus custos controlados e saber quanto necessidade de controlar para manter o seu negócio fora de dívidas.

Ter esta base, também é uma excelente ajuda para que quando fizer promoções não perca em muito a sua margem de lucro. Imagine que o freelancer no exemplo de cima quer fazer um pequeno desconto de natal. Pode retirar um pouco da sua parte ou então nesse mês decidir que não fará uma poupança para investimentos, por exemplo. Tudo dependerá da sua imaginação, bastando para isso ter o preço controlado.

8. FAÇA UMA ANÁLISE SWOT

Para ter uma visão mais clara daquilo que pode ser o seu negócio, aconselho que faça uma análise SWOT. Esta palavra é uma sigla inglesa, junção das palavras Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). Com esta análise você terá uma noção clara das suas limitações, dos seus pontos fortes e como deve lidar com a sua concorrência. Quando se tem um negócio é importante saber o que tem para oferecer aos seus clientes, de modo a evidenciar o que tem de melhor, mas também para saber os seus pontos fracos, para poder tentar disfarça-los. Para perceber um pouco mais, aconselho que dê uma leitura no nosso artigo sobre a análise SWOT para o seu negócio.

9. TENHA UMA PLANO DE MARKETING CONSISTENTE

Se há coisa que não pode faltar num projeto, é um plano de marketing. Por mais insignificante que ele seja ou que o investimento seja reduzido, as pessoas necessitam de saber que você existe. Uma simples campanha no Facebook ou no Adwords já pode ajudar. Basta ter este pensamento: “Se você não investe, porque os seus clientes deveriam investir em você?”. Mesmo que você tenha um blog, é necessário dá-lo a conhecer. Mais tarde, não adiante reclamar que o tempo que você investiu foi em vão!

10. O QUE PRETENDE PARA O SEU PRÓPRIO NEGÓCIO NO FUTURO?

Sei que ainda está no começo, mas é importante onde você quer estar nos próximos anos. Ter essas metas na cabeça podem condicionar a sua forma de pensar hoje. Imagine que pretende ser o melhor vendedor de pipocas no Brasil. Será que fazer um simples serviço vai ser suficiente? Que valor terá de acrescentar ao mercado? Até nos negócios mais simples, os pormenores contam.

Todos estes passos são preponderantes para você criar o seu próprio negócio. Como viu, existe um grande número de cuidados que você deve ter. Não é necessário seguirem todos esta ordem, mas garante que todos os pontos analisados devem fazer parte da sua preparação. E eles devem ser feitos casos você seja um blogueiro, freelancer ou dono de uma startup. Todo o cuidado é pouco quando o assunto é investir o nosso tempo e os nossos sonhos.

E você, está preparado para criar o seu próprio negócio? Tinha noção de todos estes passos? O que achou do artigo?

Abraço

Luciano Larrossa
Escola Freelancer


9 perguntas que deve fazer a si mesmo depois de cometer um erro

Tal como tudo na vida, quer seja a criar o próprio negócio ou num relacionamento, as coisas podem não dar certo à primeira oportunidade. E a capacidade de conseguir ultrapassar estes períodos mais difíceis é uma das grandes diferenças entre as pessoas de sucesso e as pessoas comuns. Basta analisar alguns casos, como o de Steve Jobs, que criou a própria empresa, foi despedido dela, abriu outras, e depois regressou para revolucionar o mundo. Quando algo não acontece bem à primeiro tentativa, é importante conseguir detetar os erros e as falhas, para que da próxima vez se consiga triunfar. A queda faz parte, mas o mais importante é saber lidar com ela.

Quando escrevi o meu artigo sobre os 5 maiores erros de quem trabalha por conta própria, referi alguns pontos que são bastante comuns acontecerem na maioria dos empresários. Isto acontece porque não têm real noção do que devem fazer. E essas capacidades apenas podem ser apreendidas com o passar do tempo, com as sucessivas quedas, mas o mais importante é o modo como aprendemos com elas. Antes de criar este blog, envolvi-me com alguns projectos que me deram pouco ou nenhum retorno em termos monetários. Mas foi graças a eles que consegui aprender muitas das ferramentas e técnicas que utilizo hoje em dia para escrever na Escola Freelancer.

No fundo, foram falhas que me permitiram crescer. Gastei várias horas, li imensos tutoriais e pesquisei em muitos livros. Na altura, parecia-me tempo perdido, mas no futuro consegui “ligar os pontos” e perceber que afinal, sem aqueles falhanços iniciais dificilmente conseguiria ter um projeto de referência. E sei que neste momento a aprendizagem continua. Certamente dentro de um ano irei olhar para este texto e visualizar vários erros que cometi. Faz parte.

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COMO POSSO APRENDER COM OS MEUS ERROS?

Quando tentei explicar aos leitores sobre as 10 desvantagens de trabalhar para outra pessoa, alguns referiram que nem todos têm possibilidade de trabalhar como freelancer ou criarem uma startup. Nada mais correto. O motivo de certas pessoas não conseguirem ter o seu próprio negócio é porque têm dificuldade em aprender com os seus erros. Quando trabalhamos para uma empresa, se cometermos erros temos um chefe para nos dizer o que devemos fazer para melhorar. Enquanto freelancer, é você quem sente “na pele” os seus erros e falhas. Por isso, uma das melhores formas para melhorar nesses períodos negativos é fazer uma questão a você mesmo e tentar perceber onde errou. Veja alguns exemplos do que deve tentar entender:

1. O QUE POSSO APRENDER COM ISTO?

Esta é a pergunta mais básica e a que deve ser feita em primeiro lugar. Quem quiser evoluir, tem de assumir que teve responsabilidade naquilo que aconteceu. Nem sempre a culpa pode ser 100% sua, mas uma parte foi com certeza. E esqueça as desculpas habituais como a crise ou o mercado. Como empreendedor, deve ter capacidade para antecipar esses períodos e fazer as mudanças necessárias, de modo a proteger o seu trabalho.

Seja crítico, mas construtivo ao mesmo tempo. Pare de dizer que você é homem mal sucedido e que o seu futuro não passa pelo mundo dos negócios. A sua atitude deve ser contrária, assumindo os seus erros, mas vendo isso de um prisma positivo, com o intuito de não os cometer no seu próximo investimento.

2. O QUE PODIA TER FEITO DE DIFERENTE?

Recorde-se de todas as opções que fez anteriormente e lembre-se em que período tomou essas decisões. Isto porque uma escolha feita hoje pode ser acertada, mas dentro de um ano não o ser, por exemplo. No mundo dos negócios, o “timing” das suas atitudes faz a diferença. Ou pensa que qualquer empresa não teria capacidade de comercializar um Iphone quando ele foi lançado para o mercado? Certamente a Microsoft seria capaz de fazê-lo. Mas a verdade é que hesitou e esse setor acabou por ser conquistado pela Apple.

3. O QUE PRECISO DE MELHORAR?

Quando erramos, na maior parte das vezes é porque não sabíamos como lidar com essa situação. Suponha que tem um blog e que, por mais que escreva, as suas visitas não começam a aparecer. O correto é você tentar verificar os erros que comete no seu projeto, de modo a conseguir melhorar. Será que percebe de SEO? Falta qualidade aos seus textos? A estrutura do seu site era pouco apelativa? Muitas questões podem ser levantadas nesta altura, mas o importante é que se pergunte sobre elas. Depois de detetar as falhas, tente encontrar uma forma de melhorá-las para conseguir ter sucesso da próxima vez ou quem sabe ainda no mesmo projeto.

4. COM QUEM POSSO APRENDER MAIS?

O problema de muitos investidores é acharem que conseguem criar tudo sozinhos e que vão aprender sem a ajuda de ninguém. Essa ideia demonstra ambição, mas revela um fraco espírito de equipe. Mesmo os grandes génios, precisaram de ser apoiados por outros para que conseguissem atingir o sucesso. Ao detetar os seus erros, encontre um modo mais eficaz de aprender com eles. Leia mais, procure especialistas ou faça um curso.

5. ESTAVA PREPARADO PARA COMEÇAR ESTE NEGÓCIO?

O desenvolvimento pessoal é importante o sucesso de qualquer negócio. Começar uma startup com 20 anos pode ter muitas vantagens como a maior vontade de vencer ou a criatividade, mas também pode ser um fator negativo. Nem todas pessoas estão preparadas para abrir uma empresa pouco depois de saírem da faculdade. Por vezes, o insucesso deve-se ao fato de ter começado o seu negócio no período errado.

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6. TINHA AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS?

A vontade de começar algo nosso provoca-nos muitas vezes uma cegueira enorme, fazendo com que comecemos os projetos sem as mínimas condições de o fazer. Ainda me lembro quando era mais novo e a minha mãe queria abrir uma escola de Ballet, mas não tinha muitos recursos para o fazer. Então, alugou um espaço sem grandes condições e montou-o com o dinheiro que conseguiu juntar na altura. O resultado foi o fecho da escola passado um ano.

Se pretende criar uma empresa apartir de uma garagem ou começar um negócio de freelancer apenas com um computador à frente, pense bem nisso. As condições iniciais para se começar a trabalhar podem, realmente, fazer toda a diferença a longo prazo. Veja se não foi isso que falhou no seu negócio.

7. PENSEI A LONGO PRAZO?

Existem muitas empresas na internet que prometem lucro fácil, dizendo que o dinheiro vai trabalhar por nós, que podemos ficar dormindo e aumentando os nossos rendimentos. Quem pensa entrar nesse género de negócios, é porque tem o objetivo de conseguir rendimentos a curto prazo e não tem perspectivas de futuro. Mas quem quiser criar um trabalho de freelancer a longo prazo ou uma startup, necessita de pensar sempre que irá trabalhar nela durante muitos anos. Um dos problemas do seu negócio pode ter sido mesmo esse: falta de visão a longo prazo. Estabeleça objetivos, diga o que quer para si e a pouco e pouco vá chegando mais perto da sua meta final.

8. ESTA FALHA SERÁ ALGUM SINAL?

Nada disso. Voltando mais uma vez à questão dos relacionamentos, jamais um problema anterior deve condicionar as relações futuras. No máximo, podemos aprender com elas. Em qualquer negócio, a falha anterior apenas deve ser vista como uma forma de se aprender mais. Esses sinais apenas devem ser considerados preocupantes quando você não os consegue mudar.

Imagina que começou um negócio de freelancer e ele não deu certo porque você passava demasiado tempo no Facebook em vez de estar trabalhando. Aí você tinha um problema claro de produtividade. Se isso for realmente um impedimento para você e necessita de um chefe para lhe dizer o que fazer, talvez o seu perfil não seja o de empreendedor. Agora, se conseguir melhorar essa falha, mais facilmente vai conseguir atingir o sucesso.

9. O QUE VOU FAZER A SEGUIR?

Depois da queda, está na hora de voltar a caminhar rumo àquilo que deseja. Por isso, faça já os seus planos para o futuro, reveja onde falhou e defina os passos para evoluir. Ficar parado a seguir a uma queda é o pior que pode fazer.

“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros” (Confúcio)

“Muitas das falhas da vida acontecem quando as pessoas não percebem o quão perto estão quando desistem” (Thomas Edison)

“O passado serve para evidenciar as nossas falhas e dar-nos indicações para o progresso do futuro” (Henry Ford)

“A sabedoria não está em não falhar ou sofrer, mas usar nossas falhas para amadurecer e nosso sofrimento para compreender a dor dos outros” (Augusto Cury)

“Quem faz pode cometer falhas, mas a maior de todas as falhas é não fazer nada” (Benjamin Franklin)

E VOCÊ, O QUE COSTUMA FAZER QUANDO ERRA?

Grande génios da história também já erraram. Com certeza irá se lembrar de casos da sua vida em que algo não tenha dado certo. Todos passamos por isso. O importante é perceber o porquê de terem acontecido, de modo a evitar falhas semelhantes no futuro. Com estas nove questões, poderá realmente perceber o que aconteceu. Utilize-as sempre que algo não ocorrer do modo como deseja.

E o leitor, o que costuma fazer quando erra? Quais são as perguntas que faz a si mesmo?

Abraço e lembre-se: aprenda com os erros, mas não os deixe condicionarem o seu futuro.

Luciano Larrossa
Escola Freelancer